Você pode dançar

30.9.08


Parece até propaganda de supermercado, "o aniversário é nosso, mas você é quem ganha". Hoje é aniversário do Eugenio e, o presente foi para mim. Fomos ao cinema ver Mamma mia!, musical repleto de músicas só do ABBA. Sou fã do grupo e não me envergonho de dizer.

Não gosto de musicais. Fui ver no cinema o interminável Dreamgirls e pedia pra morrer cada vez que as atrizes-cantoras se esgüelavam para cantar. O som da sala estava muito alto, saí com zumbido nos ouvidos como se tivesse ido a um um show de rock. Com Mamma mia! foi diferente, não via a hora de começarem as cantorias. Um casal desavisado saiu antes da metade do filme. Não leram no resumo que se tratava de um musical? Azar do dinheiro deles e sorte minha e do Eugenio, duas cabeças a menos em nossa frente.

A história se passa na Grécia, com belíssimas paisagens e com a magnífica Meryl Streep, sempre ótima, até em um filme tolo. Dá para rir bastante nesta comédia musical mesmo com o fraco roteiro e com erros de cronologia, já que Meryl Streep e companhia beiram os 60 anos e sua filha tem vinte. Se levada em conta a verdadeira idade da atriz, aos 40 teve sua filha, e no entanto, na história era uma jovem hippie quando engravidou. Porém, para quem curte a banda sueca, isso não importa.
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Blogocular, verbo no infinitivo

25.9.08



O assunto era para ser outro. O texto estava quase pronto. Mudei de tema porque já era para aparecer aqui. Até porque este espaço fará quatro anos em outubro. Blogocular, como tudo começou.

Inspirada no Não, a princípio quis fazer um site com colaboração de colegas da faculdade. Mas, quando se está à beira de um colapso por causa da monografia e da formatura, amigos histéricos não são bons aliados no projeto.

Eu, juntamente com Eugenio, meu namorado, noivo, marido, já nem sei mais como defini-lo devido a nossa situação, criamos o blog. Possuímos no dedo anelar da mão direita uma aliança amarela: noivos; mas achamos meio cafona a palavra noivo: namorados; porém, moramos juntos e dividimos as contas: casados. Enfim, o amor da minha vida (assim é melhor, talvez brega) criou comigo esse blog. Posteriormente, eu o retirei porque ele parou de escrever aqui. Sim, sou má, está em meu signo. Mas, quem quiser lê-lo, poderá visitá-lo em seu blog sobre cinema, assunto que domina: Kinomentários.

Foi Eugenio quem deu o nome de Blogocular, que a mim agrada muito. É a junção de blog com ocular. Pode também ser globo ocular com as sílabas da palavra globo invertidas. Mas, nunca havia pensado em blogocular como verbo. A idéia foi sugerida por Denise Machado em um post de seu blog Vírgula Antenada. Então, blogocularei na semana seguinte o que ia publicar hoje aqui.
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Nem todos são iguais

15.9.08


Interessante o horário eleitoral deste ano. Divirto-me muito com os candidatos à Câmara dos Vereadores, cada apelido, cada vinheta... Mas, pude notar que os candidatos a prefeito da cidade de Curitiba, independentemente do partido ou coligação, não ousam falar mal do presidente Lula. Claro, Gleisi Hoffmann é do PT e em seu programa, Lula aparece apoiando sua candidatura. Já Beto Richa, atual prefeito e candidato à reeleição pelo PSDB, afirma que o governo federal muito auxiliou sua gestão.

Há exatos 16 anos, nas eleições municipais de 1992, os candidatos não falavam muito de suas propostas. Estavam mais preocupados em pedir o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Inlcusive o bordão do falecido candidato Maurício Fruet era assim: “Impeachment já, já, já, já, Impeachment já, quem rouba tem de pagar, pagar, pagar”.

Este ano o lema foi outro. Há alguns meses uma pesquisa apontou que a maioria dos brasileiros apóia a administração do atual presidente. Então, como os políticos querem votos, não ousam falar nada dele. Bem diferente de 1992. Mas é evidente, passadas as eleições, todos voltarão às suas cadeiras na oposição.

Justiça seja feita, entre os oito candidatos na capital paranaense, existe um único a criticar Lula: Bruno Meirinho. Ele é da coligação PSOL/PSTU/PCB e não está preocupado em bajular o presidente para ganhar votos, mas em ser fiel à sua ideologia como a maioria dos que estão em seu partido. Mas, por quanto tempo?
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Futebol II

12.9.08


Em 2006, antes de iniciar o Campeonato Brasileiro de Futebol, um comentarista esportivo falou sobre o momento de o São Paulo Futebol Clube ser campeão porque fazia tempo que a equipe não erguia a taça. Dois anos depois, o mesmo comentário, mas desta vez ao Flamengo pelo mesmo motivo.

São Paulo foi campeão pela última vez no Brasileirão em 1991 e o Flamengo, no ano seguinte. Não faz tanto tempo se comparado com o Atlético Mineiro, vencedor pela última e única vez do primeiro Campeonato Brasileiro em 1971. Mas, nenhum jornalista esportivo das grandes emissoras de televisão puxa a sardinha para o clube de Minas.

Os clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro possuem mais torcedores, isso não se discute. Além de paulistas e cariocas, pessoas de alguns estados torcem para dois times, um local e outro do Rio ou São Paulo. Mas, nem todos são assim. Por isso, quando um time grande disputa com um pequeno, a torcida Brasil afora é maior para o menos tradicional. Na decisão da Copa do Brasil deste ano, os únicos que torceram pelo Corinthians foram os corinthianos. O resto todo ao Sport. Até mesmo alguns torcedores do Náutico e do Santa Cruz porque os narradores das grandes emissoras conseguiram dividir o Brasil em Rio e São Paulo contra o resto do país.

Os clubes paulistas e cariocas recebem a preferência, como se os demais fossem equipes medíocres. Vale lembrar que há 37 anos o campeonato é nacional e não mais Taça Rio-São Paulo, como a grande mídia quer fazer valer. Pelo visto, os admiradores de futebol vão torcer não para um clube específico, mas pelo seu estado natal. Surgirão gremistas torcendo pelo Inter, atleticanos pelo Coritiba e cruzeirenses pelo Atlético-MG.
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Curtas - política

6.9.08


ESPECIAL DE FERIADO (Aqui, dia 08 também é feriado):


Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, o tal STF, procurou Lula:

– Bom dia, presidente, eu preciso falar algo muito grave que vem acontecendo em meu gabinete.

– Ah, pois não, ministro, já sei o assunto, grampos!

– Como Vossa Excelência sabe?

– Bem, sabe como é, seu telefone está grampeado.

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A Justiça não pune os maus políticos e agora quer colocar a culpa no eleitor por terem abelhas morando no ouvido, pernas dando chiliques e chorões com música de celular.

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Mais uma coisa, senhora Justiça Eleitoral, será que as pessoas menos esclarecidas entenderam as propagandas desse ano? Quatro anos é muito tempo para não pensar em algo melhor.

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Determinado candidato à Câmara de Vereadores de Curitiba propôs acabar com o fim das filas em creches. Acho que ele criará a fila em roda para não haver ninguém por último.
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Essa é marvada

2.9.08


Você sabia que os antibióticos devem ser tomados sempre em intervalos iguais e não devem ter seu uso suspenso só porque os sintomas desapareceram? É provável que saiba, mas não por orientação de um médico e sim porque foi assíduo aluno nas aulas de Biologia. Pelo menos comigo foi assim. Nunca houve qualquer profissional de Medicina que me dissesse isso.

Esses dias fui a uma médica por causa de uma gripe. Ah, um simples resfriado, que frescura! Pois é, mas não vivem dizendo para não nos auto medicarmos, apesar de existirem propagandas de remédios na televisão como se fossem comida? Sem falar em balconistas de farmácia que tentam empurrar vitamina C como se fossem balas.

A louca da médica perguntou se minha garganta também estava irritada. Eu falei que não. Ela veio com aqueles palitos que dão ânsia, colocou sobre minha língua e disse, “sua garganta está inflamada, sim”. E começou a rabiscar nome de remédios na receita. Antibiótico durante sete dias de oito em oito horas. Gente do céu, minha garganta só estava arranhando um pouquinho, imagina se eu ia tomar um remédio sem necessidade? Uma irritaçãozinha passageira. Certamente no dia seguinte já estaria ótima.

A mulher nem sabia se eu ia usar corretamente o medicamento. Em menos de cinco minutos já estava fora do consultório. The Flash! Ela queria se livrar de mim logo. Agora é assim, com os planos de saúde pagando uma miséria aos médicos, eles tentam atender o maior número possível de pacientes em menos tempo. Isso não justifica, afinal, nós que pagamos a conta exigimos qualidade no atendimento. Se pelo particular está assim, imagine pelo SUS, que também é pago por todos nós.

P.S. Minha garganta melhorou no dia seguinte sem medicação ou pastilha de menta.
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