Paulo Roberto Falcão já disse, se o Brasil perder, Dunga será criticado, se ganhar, nem citarão o nome do técnico. A imprensa vive de polêmica, então, criar a discórdia é com ela porque venderá mais no dia seguinte. Só falar que a seleção ou a escalação estão boas não serve, o negócio é inventar controvérsias e depois "ouvir" o povão nas ruas. Sabemos perfeitamente que o Dunga participou de três Copas, sendo capitão em duas delas, e não apenas isso, mas um líder em campo e fora dele, afinal, era o único que aturava os ataques de estrelismo de Romário na conquista do tetra. No texto intitulado "A imprensa, o quarto adversário criado por Dunga" diz que Dunga foi o principal culpado pela derrota do Brasil em 1990. E os demais jogadores? Por que colocar a culpa em cima de apenas um? Não há uma equipe ali? Se fosse tão ruim não seria escalado em 1994 e 1998 por dois técnicos diferentes. Aliás, Dunga em 1994 foi o melhor lançador da Copa. Enquanto os demais jogadores não tinham iniciativa e atrasavam a bola para Tafarel, Dunga, do meio do campo, dava chutes certeiros para frente nos pés de Romário ou Bebeto. Além disso, um dos melhores desarmadores. A tal culpa pela perda para a Argentina há 20 anos foi criada pela própria imprensa. Se Dunga tivesse tanto rancor pelas críticas, nem teria aguentado a pressão quatro anos depois e, no entanto, foi um dos grandes responsáveis pela conquista do tetra. Estou escrevendo isso só porque não aguento mais tantas críticas da imprensa. Apesar de adorar futebol, acredito que “absurdo” – como classificou um jornalista hoje sobre o treino fechado do Brasil – é tanta coisa errada em nosso país que a imprensa finge não ver.
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Campo de futebol ou de batalha?
6.12.09
O que me deixou enfurecida hoje não foi o fato de o Inter ser novamente vice. Isso já era de se esperar, afinal, dependíamos do Grêmio e de tão acostumada a também torcer sempre contra o adversário, por uns momentos, ao ver aquela camisa tricolor em campo, sem querer, ficava feliz quando o Flamengo tirava a bola. Força do hábito.
Acho que o futebol é uma alegria fabricada e não ficarei magoada, porque como já disse, não era eu em campo. Não perco nada e ficar triste por isso é uma besteira, tenho mais o que viver.
Parabéns ao Flamengo, antes ele do que São Paulo ou Palmeiras. É uma questão pessoal, prefiro os times do Rio, e nada tenho contra os paulistas, somente contra seus times.
O que me entristece e me choca é ver como certas pessoas, independentemente dos times pelos quais torcem, fazem coisas irracionais e absurdas por nada. Hoje, ao ver torcedores do Coritiba invadirem o campo e baterem em pessoas que estavam lá trabalhando para muitas vezes defenderem os filhos dos outros, chocou-me, assim como qualquer pessoa sã ficaria horrorizada.
É nessas horas que dá vontade de deixar de torcer e não quando meu time perde. Porque meu time hoje mostrou que não é só bom, mas um dos melhores e me dá esperanças de no ano que vem, quem sabe, ser campeão brasileiro ou até da Libertadores.
Mas, ao ver barbaridade como a dos torcedores do Coxa, em que no momento, sou refém em minha própria casa, porque a cidade lá fora pode estar um caos, tenho vontade de largar essa minha paixão pelo futebol. Mas, nada ia mudar. Os vândalos ainda estariam a solta e continuariam a utilizar tal esporte só para descarregarem suas frustrações.
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Acho que o futebol é uma alegria fabricada e não ficarei magoada, porque como já disse, não era eu em campo. Não perco nada e ficar triste por isso é uma besteira, tenho mais o que viver.
Parabéns ao Flamengo, antes ele do que São Paulo ou Palmeiras. É uma questão pessoal, prefiro os times do Rio, e nada tenho contra os paulistas, somente contra seus times.
O que me entristece e me choca é ver como certas pessoas, independentemente dos times pelos quais torcem, fazem coisas irracionais e absurdas por nada. Hoje, ao ver torcedores do Coritiba invadirem o campo e baterem em pessoas que estavam lá trabalhando para muitas vezes defenderem os filhos dos outros, chocou-me, assim como qualquer pessoa sã ficaria horrorizada.
É nessas horas que dá vontade de deixar de torcer e não quando meu time perde. Porque meu time hoje mostrou que não é só bom, mas um dos melhores e me dá esperanças de no ano que vem, quem sabe, ser campeão brasileiro ou até da Libertadores.
Mas, ao ver barbaridade como a dos torcedores do Coxa, em que no momento, sou refém em minha própria casa, porque a cidade lá fora pode estar um caos, tenho vontade de largar essa minha paixão pelo futebol. Mas, nada ia mudar. Os vândalos ainda estariam a solta e continuariam a utilizar tal esporte só para descarregarem suas frustrações.
Nosso Colorado
8.11.09

Torcer por um time significa o quê? Não exatamente com os outros, mas comigo, é uma aceleração no coração cada vez que vejo o símbolo do Internacional. É como ser estrangeiro e ver a bandeira do Brasil, é se sentir em casa mesmo estando longe dela. Quando vejo qualquer coisa relacionada ao meu time, não é somente futebol que me vem à cabeça, é um conjunto de sentimentos, amizade, saudade, afeto familiar.
Ver a torcida no Beira-Rio toda agasalhada, num "frio de renguear cusco" e assim mesmo ali, torcendo com zero grau na cuca, me lembra Porto Alegre e da época em que lá morei. Já era colorada quando fui para lá. Fazer amizade com pessoas maravilhosas como Josiane, Maíra e Vanessa foi uma grande surpresa e sendo as três coloradas, cada vez que vejo imagens de torcedores do Inter pelas ruas de qualquer cidade do Rio Grande do Sul, lembro-me das três.
Ligar a televisão para ver uma partida importante é visualizar as primas de joelhos em frente à tela, perdendo a voz de tanto gritar. O Inter faz a conexão de nós quatro, cada uma em um estado diferente, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná. É quase uma telepatia, todas se lembram das demais e lá se vão as mensagens por celular.
Assistir a uma matéria sobre o Colorado é imediatamente passar a mão no telefone e ligar para minha mãe, “coloca em tal canal, está passando o Colorado” ou “viu o que falaram do Colorado”? Assim mesmo, Colorado, porque a intimidade de chamá-lo desse modo não é para todos, somente para os torcedores ou por quem com muito respeito tem carinho pelo time.
Acompanhar qualquer partida é lembrar que minha mãe já não pode mais assistir aos jogos porque dá taquicardia e gritar a plenos pulmões goooool como se ela pudesse escutar do outro bairro e ao menos ver o replay do gol para novamente desligar a televisão e torcer sem ver.
Ganhar um campeonato e depois pessoas que nem torcem para o Inter ligarem no mesmo instante dizendo que estavam na torcida por nossa causa é saber que somos queridos. De uma forma carinhosa, chamam o clube de Colorado.
O Internacional não é um time do Rio ou de São Paulo para ser badalado, mas também não é pouca coisa, visto que já ganhou três títulos do Brasileirão e ultimamente conquistou campeonatos importantes. É um time que peleia e por isso, não há como ignorá-lo. Por não morar no Rio Grande do Sul, não é todos os dias que vejo alguém com a camiseta do Inter. O raro então torna-se mais interessante. Encontrar o símbolo onde moro é como achar um tesouro. Pronto, tudo vem à mente, a mãe, as amigas, as primas, Porto Alegre. Melhor assim, um time que às vezes explode para depois ficar por ali no meio da tabela. Assim não enjoa ninguém e sempre continuará querido até mesmo por quem nem curte o Colorado.
Duas no mesmo dia
5.9.09
Por tanto tempo longe do blog, nada melhor do que duas postagens no mesmo dia. Mas, dessa vez sem desenhos. Quem se importa com as baboseiras que Galvão Bueno fala quando o Brasil está vencendo?
Na verdade, vou confessar, fiz as pazes com Galvão desde que ele, emocionado, narrou a partida do meu querido Colorado na final do Mundial contra o Barcelona e depois em seu programa no Sportv quando exaltou o time merecidamente. Se formos prestar atenção, Cléber Machado e Luiz Roberto falam muito mais besteiras e são muito mais parciais do que Galvão Bueno.
Mas, o assunto não é narrador de futebol. Estou aqui para fazer a defesa do técnico Dunga. Na Copa de 1990, quando Dunga, ainda jogador, não conseguiu marcar Caniggia e este fez o gol que eliminou o Brasil da disputa, a culpa recaiu inteiramente sobre Dunga. Como se todos não soubessem que o esporte não é feito somente de um jogador. Como se todos não soubessem que o time estava em crise, alguns jogadores nem se falavam, disputas estúpidas e egocêntricas eram de conhecimento de todos. Chamaram de Era Dunga.
Quatro anos depois, o capitão do time não deixava barato. Quando os demais jogadores ficavam indecisos, prendendo a bola na defesa, deixando o time vulnerável, Dunga pegava a bola, chutava do meio do campo certeiramente nos pés de Romário ou Bebeto que faziam os gols. Sem contar das inúmeras bolas que conseguia tirar dos pés dos jogadores adversários. Ainda jogou na Copa de 1998. Se fosse tão ruim como o criticavam, os técnicos o deixariam de fora.
Exatamente por sua competência e por ter coragem de peitar a Rede Globo, nunca ter dirigido um clube e fazer um trabalho exemplar na Seleção Brasileira, é que saio em sua defesa. Como a Globo sempre manda e desmanda em quem bem entende, inclusive no técnico da Seleção, em certa madrugada, jornalistas queriam entrevistar jogadores. Como estavam já dormindo e para jogar bem, precisam descansar, o treinador proibiu. Comprou briga com a toda poderosa. Resultado, quando o Brasil perde ou vence com resultado considerado magro pela emissora, Dunga é criticado. Quando o Brasil goleia, a façanha fica por conta de Luis Fabiano, Kaká, Robinho, nunca por mérito do técnico.
Se Dunga foi o jogador "responsável" pela derrota do Brasil para a Argentina em 1990, devemos nos lembrar de que ele ganhou a Copa América de 2007 (3 X 0) em cima dos argentinos e hoje novamente, garantindo a vaga na Copa de 2010, por 3 X 1, na casa deles. Galvão Bueno, justamente, disse que Dunga está fazendo um brilhante trabalho na Seleção. Ganhar da Argentina nunca foi fácil, ainda mais lá.
E para finalizar, Kaká e Ronaldinho Gaúcho não quiseram disputar a Copa América de 2007. Dunga não ficou ressentido como fazem alguns treinadores estrelinhas que muitas vezes não colocam excelentes jogadores em sua equipe só porque criam brigas de ego. A única coisa que ele falou, "pena para eles, não vão ganhar o título". Depois disso, Dunga escalou os dois para provar que é profissional como sempre foi.
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Na verdade, vou confessar, fiz as pazes com Galvão desde que ele, emocionado, narrou a partida do meu querido Colorado na final do Mundial contra o Barcelona e depois em seu programa no Sportv quando exaltou o time merecidamente. Se formos prestar atenção, Cléber Machado e Luiz Roberto falam muito mais besteiras e são muito mais parciais do que Galvão Bueno.
Mas, o assunto não é narrador de futebol. Estou aqui para fazer a defesa do técnico Dunga. Na Copa de 1990, quando Dunga, ainda jogador, não conseguiu marcar Caniggia e este fez o gol que eliminou o Brasil da disputa, a culpa recaiu inteiramente sobre Dunga. Como se todos não soubessem que o esporte não é feito somente de um jogador. Como se todos não soubessem que o time estava em crise, alguns jogadores nem se falavam, disputas estúpidas e egocêntricas eram de conhecimento de todos. Chamaram de Era Dunga.
Quatro anos depois, o capitão do time não deixava barato. Quando os demais jogadores ficavam indecisos, prendendo a bola na defesa, deixando o time vulnerável, Dunga pegava a bola, chutava do meio do campo certeiramente nos pés de Romário ou Bebeto que faziam os gols. Sem contar das inúmeras bolas que conseguia tirar dos pés dos jogadores adversários. Ainda jogou na Copa de 1998. Se fosse tão ruim como o criticavam, os técnicos o deixariam de fora.
Exatamente por sua competência e por ter coragem de peitar a Rede Globo, nunca ter dirigido um clube e fazer um trabalho exemplar na Seleção Brasileira, é que saio em sua defesa. Como a Globo sempre manda e desmanda em quem bem entende, inclusive no técnico da Seleção, em certa madrugada, jornalistas queriam entrevistar jogadores. Como estavam já dormindo e para jogar bem, precisam descansar, o treinador proibiu. Comprou briga com a toda poderosa. Resultado, quando o Brasil perde ou vence com resultado considerado magro pela emissora, Dunga é criticado. Quando o Brasil goleia, a façanha fica por conta de Luis Fabiano, Kaká, Robinho, nunca por mérito do técnico.
Se Dunga foi o jogador "responsável" pela derrota do Brasil para a Argentina em 1990, devemos nos lembrar de que ele ganhou a Copa América de 2007 (3 X 0) em cima dos argentinos e hoje novamente, garantindo a vaga na Copa de 2010, por 3 X 1, na casa deles. Galvão Bueno, justamente, disse que Dunga está fazendo um brilhante trabalho na Seleção. Ganhar da Argentina nunca foi fácil, ainda mais lá.
E para finalizar, Kaká e Ronaldinho Gaúcho não quiseram disputar a Copa América de 2007. Dunga não ficou ressentido como fazem alguns treinadores estrelinhas que muitas vezes não colocam excelentes jogadores em sua equipe só porque criam brigas de ego. A única coisa que ele falou, "pena para eles, não vão ganhar o título". Depois disso, Dunga escalou os dois para provar que é profissional como sempre foi.
Mais uma vez
5.8.09

Torço para um time ganhador de tantos títulos que já perdi a conta. Isso não é arrogância, é uma crítica, qual é o objetivo de tantos torneios? Em 2008, o Inter participou de uma tal de Copa Dubai contra um time cujo nome tive que pesquisar no site oficial do clube: Inter de Milão. Opa, não é pouca coisa! E no entanto já havia me esquecido. São tantas competições que já nem me lembro dos adversários. E olhem que tenho ótima memória!
Agora foi a vez da Copa Suruga, nome que pode ser trocado facilmente por outra palavra caso o dedo esbarre em uma letra abaixo do "G" no teclado do computador. O Colorado participou porque venceu no ano passado a Copa Sul-Americana.
Com jogadores caindo mortos de cansados literalmente em campo por causa de tanto exercício físico, eu me pergunto, quando vão diminuir o número de jogos? O Inter competiu três torneios diferentes ao mesmo tempo este ano, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e a Recopa. Perdeu duas, por enquanto. De que adianta jogar mil competições, cansar os jogadores e só levar a Copa Suruba, ops, Suruga que nem é reconhecida pela FIFA, assim como a tal Copa Toyota que os gremistas se vangloriam de terem ganho?
Mas esperem, puxem o fôlego que tem mais. Ainda esse ano, aguardem, juntamente com o Brasileirão, novamente a Sul-Americana.
Regalias
6.7.09

Deixa eu ver se entendi, o Corinthians não jogou a 10ª rodada do Campeonato Brasileiro no último domingo, dia 05, contra o Fluminense porque jogou a final da Copa do Brasil na quarta-feira passada. Então, para poupar os jogadores, só entrará em campo novamente no dia 09 de julho.
Para se fazer qualquer partida de futebol são necessários dois times, ou seja, o adversário também precisaria de uma folga. Não foi o que aconteceu. Aliás, o outro time, o Internacional, além de estar competindo na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, também tem duas partidas pela Recopa, pois foi campeão da Sul-Americana no ano passado. Só para se ter uma ideia, o Inter jogou a primeira partida da Recopa no dia 25 de junho, partida pelo Campeonato Brasileiro no dia 28, decisão da Copa do Brasil no dia 01 de julho e disputou partida do Campeonato Brasileiro ontem, coisa que o Corinthians não fez.
Você irá dizer, "ela está falando isso só porque é colorada" e eu digo, "você não reclamaria também se isso acontecesse com seu time?". É por essas e outras vantagens de alguns clubes que penso em deixar de acompanhar o futebol brasileiro. Eu reclamo da forma como se tratam times de certas regiões do país. Eu já disse aqui, vamos então voltar a ter Taça Rio-São Paulo e extinguir de vez o Brasileirão.
Não é inveja, a questão não é discutir quem tem mais títulos ou ficar esnobando que o meu nunca passou pela Segunda Divisão. Acho que provocações e discussões só levam a desentendimentos. Vamos torcer de forma racional, se isso for possível. Antigamente eu provocava os amigos, mas vi como é patético ficar mexendo com torcedores que nem sequer entram em campo para decidir uma partida.
De maneira alguma reclamei do árbitro durante a partida do Corinthians e Internacional. Foi equilibrado. Mas, a arbitragem favoreceu o time paulista nos jogos contra o Atlético Paranaense e contra o Vasco. Ou seja, não era para o Corinthians chegar à final. E muito menos ter "matado" serviço contra o Fluminense na última rodada do Campeonato Brasileiro.
Deus é fiel
1.7.09

Não há o que discutir e ponto final. Esses dias me deparei com a resposta em um adesivo de carro. Nada de "Bebê a bordo", ou "Nóis é feio, mas tem quem goste". Era simples e curto: "Deus é fiel".
Sim, além de Deus ser brasileiro, ele também é fiel. O Papa João Paulo II em uma de suas visitas ao Brasil disse: "Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca. Em Porto Alegre dizem, o Papa é gaúcho". De nada adianta, pois Deus é fiel e está acabado. Além de ser brasileiro e fiel é também poder. Sim, eu li isso em um chaveiro, "Deus é poder". Se Deus é poder e fiel, logo, ele facilitou para o Corinthians e contra Ele ninguém pode.
Não adianta ter Taison e Nilmar, o Corinthians tem Deus e acabou! Além do mais, Ele não suporta superstições. Esse negócio do Internacional jogar de branco só porque em 2006 foi campeão mundial contra o Barcelona, com o uniforme branco, deixou o Homem enfurecido e não deixou barato.
De nada adianta ter o melhor time do Brasil se os jogadores não possuem auto-confiança. Esse Inter é muito diferente do Inter que venceu o São Paulo na Libertadores em 2006. O time não se intimidou com o adversário e sua torcida em peso no Morumbi no primeiro jogo da decisão. Aliás, esse foi o passaporte para o time ir ao Japão e vencer o Barcelona.
O Colorado estava em um beco sem saída. Se vencesse a Copa do Brasil, iria relaxar e deixar escapar o Campeonato Brasileiro. Se perdesse, como aconteceu, perderia a auto-estima. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
O Internacional, com títulos importantes conquistados em três anos consecutivos, chega a seguinte conclusão: não se pode vencer sempre.
Match Point para Rede Globo
26.11.08

Nas quartas-feiras quando eu, você, enfim, nós queríamos assistir aos jogos do Brasileirão, a Rede Globo transmitia partidas da Copa Sul-Americana. Pois bem, agora que estamos no primeiro jogo da final deste campeonato, eis que a Vênus não tão platinada assim resolve nos agraciar com o filme Match Point no Cinema Especial. Isso era de se esperar se um dos times não fosse um brasileiro, no caso, o Internacional.
Sim, é meu time e se fosse outro, exceto do eixo Rio-São Paulo, estaria também fazendo a defesa. Na música, como muitos dizem, "chato não era Raul Seixas e sim seus fãs", as pessoas acabam confundindo e odiando o compositor cada vez que alguém grita "toca Raul". Já no futebol, a mídia faz o mesmo quando só enfatiza os clubes paulistas e cariocas. Nada tenho contra os dois estados mais destacados do Sudeste, mas outras pessoas dos demais estados misturam as coisas e passam a detestar esses pólos e o povo de lá, como podemos observar nos comentários feitos por leitores do blog do Juca Kfouri.
O futebol é apenas um exemplo, já citado aqui. Certos acontecimentos que ocorrem no Rio de Janeiro ou em São Paulo viram notícia amplamente divulgada pela grande imprensa. Se algum fato semelhante desponta no "interior" do Brasil, é como se não tivesse acontecido. É só observar a música Notícias do Brasil de Milton Nascimento e Fernando Brant e perceber, a mídia não mudou em nada e "ficar de frente para o mar, de costas para o Brasil, não vai fazer desse lugar um bom país".
Em tempo, Band transmitirá hoje, às 22 horas o jogo Estudiantes e Internacional.
Notícias do Brasil (Os pássaros trazem)
Milton Nascimento e Fernando Brant
Uma notícia está chegando lá do Maranhão
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Veio no vento que soprava lá no litoral
De Fortaleza, de Recife e de Natal
A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus,
João Pessoa, Teresina e Aracaju
E lá do norte foi descendo pro Brasil central
Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul
Aqui vive um povo que merece mais respeito,
sabe?
E belo é o povo como é belo todo amor
Aqui vive um povo que é mar e que é rio
E seu destino é um dia se juntar
O canto mais belo será sempre mais sincero,
sabe?
E tudo quanto é belo será sempre de espantar
Aqui vive um povo que cultiva a qualidade
Ser mais sábio que quem o quer governar
A novidade é que o Brasil não é só litoral
É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul
Tem gente boa espalhada por esse Brasil
Que vai fazer desse lugar um bom país
Uma notícia está chegando lá do interior
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Ficar de frente para o mar, de costas para o Brasil
Não vai fazer desse lugar um bom país
Futebol III
2.11.08

Sempre quando alguém pergunta se já fui ao estádio ver uma partida de futebol, me lembro do jogo Atlético-PR 4 X 0 Ponte Preta. Não sei precisar o ano, era criança, uma noite fria e até minha mãe, torcedora do Inter, estava junto. Só não estava presente meu irmão mais velho por ser coxa branca. Não posso dizer que era 100% atleticana, naquela idade a única coisa que me chamava a atenção no meio de bandeiras e fogos era o vendedor de pipoca e picolé.
Não me importavam a escalação, o time adversário, o árbitro e o resultado. Só queria comer os doces. Tentava até me interessar, mas pela minha baixa estatura de criança, nunca conseguia ver os gols porque sempre que o time armava uma jogada que levasse a bola ao ataque, os torcedores se levantavam eufóricos para ver o lance de pé. Não via mais a bola nem o campo, só bundas na minha frente. Meu pai até me levantava no colo, mas só via a comemoração dos jogadores em campo.
Por isso, torcia para que saísse um gol inesperado, um chute do goleiro e a bola sem querer atravessasse o campo e goooooooool!!!!! Pronto, eu teria visto a bola dentro da rede sem marmanjos tampando minha visão. Como isso nunca aconteceu, ver o jogo não me despertava interesse.
Encontrava outras coisas curiosas. Achava engraçado quando o jogador dava chutões na bola e o som chegava bem depois aos meus ouvidos, numa falta de sincronia absurda, pensava eu. Era ao vivo, como podia acontecer aquilo? Mais tarde as aulas de Física me esclareceram sobre a velocidade do som ser muito inferior à da luz. Na época, que sentido faria saber dos 340 m/s? Bom mesmo era lambuzar os dedos com pipoca doce.
Futebol II
12.9.08

Em 2006, antes de iniciar o Campeonato Brasileiro de Futebol, um comentarista esportivo falou sobre o momento de o São Paulo Futebol Clube ser campeão porque fazia tempo que a equipe não erguia a taça. Dois anos depois, o mesmo comentário, mas desta vez ao Flamengo pelo mesmo motivo.
São Paulo foi campeão pela última vez no Brasileirão em 1991 e o Flamengo, no ano seguinte. Não faz tanto tempo se comparado com o Atlético Mineiro, vencedor pela última e única vez do primeiro Campeonato Brasileiro em 1971. Mas, nenhum jornalista esportivo das grandes emissoras de televisão puxa a sardinha para o clube de Minas.
Os clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro possuem mais torcedores, isso não se discute. Além de paulistas e cariocas, pessoas de alguns estados torcem para dois times, um local e outro do Rio ou São Paulo. Mas, nem todos são assim. Por isso, quando um time grande disputa com um pequeno, a torcida Brasil afora é maior para o menos tradicional. Na decisão da Copa do Brasil deste ano, os únicos que torceram pelo Corinthians foram os corinthianos. O resto todo ao Sport. Até mesmo alguns torcedores do Náutico e do Santa Cruz porque os narradores das grandes emissoras conseguiram dividir o Brasil em Rio e São Paulo contra o resto do país.
Os clubes paulistas e cariocas recebem a preferência, como se os demais fossem equipes medíocres. Vale lembrar que há 37 anos o campeonato é nacional e não mais Taça Rio-São Paulo, como a grande mídia quer fazer valer. Pelo visto, os admiradores de futebol vão torcer não para um clube específico, mas pelo seu estado natal. Surgirão gremistas torcendo pelo Inter, atleticanos pelo Coritiba e cruzeirenses pelo Atlético-MG.
Futebol I
27.8.08

Futebol, paixão nacional! O ano inteiro repleto de campeonatos, começando pelos estaduais, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e no meio já enfiam Libertadores da América, Copa Sul-Americana, esqueci algum? É possível, são tantos.
Mas afinal, quem disse que o futebol é tão importante para o brasileiro? Quando tudo começou é difícil de saber, mas certamente a mídia, principalmente a televisão, reforçou essa idéia. Os jogos são previamente programados para horário que melhor se encaixar na grade da grande emissora. Ela conseguiu até mesmo fazer com que o país inteiro odiasse os argentinos por causa do esporte. A birra se estendeu para outras áreas. Piadas de português ingênuo deram lugar ao argentino arrogante.
Os demais esportes são deixados de lado. Para dar mais valor, segundo certos comentaristas, o negócio é fazer analogia com o futebol. Ginástica artística, tênis, basquete e até a Fórmula 1 entram no esquema. “Daiane dos Santos com seus saltos dá um drible nas adversárias”; “Gustavo Kuerten pendura as chuteiras e abandona as quadras”; “No estilo de Romário, Anderson Varejão faz bela cesta”; “Felipe Massa ao chegar em primeiro, faz um gol de letra”.
Sempre assim, e continuará assim. Entendo perfeitamente que cada país elege um esporte favorito, mas fazer dele uma religião para fanáticos como ocorre no Brasil é um grande exagero. Essa mesma mídia que o elegeu o rei dos esportes brasileiros cobra de outros esportistas medalhas e confunde apoio com pressão. Os atletas que não possuem a mesma estrutura psicológica que os jogadores de futebol, acabam desabando. Não há nem sequer seguranças que afastem repórteres inconvenientes. Sem falar de seus salários, que comparados aos profissionais do futebol, chegam a ser ridículos. Ainda há um grande abismo entre esportes diversos e futebol em nosso país. Sem falar de muitos esportistas que tem de sair do Brasil para treinarem em melhores condições.
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