Estou fora do ar

29.1.09



Finalmente livre! Desde o dia 19 de janeiro, minha televisão permanece desligada à noite. Sou noveleira, o que posso fazer? Desde minha infância sou louca pelas telenovelas. Sei lá, deve ser algum distúrbio neurológico. Após Retratos da vida, Paraíso tropical, Duas caras e A favorita, posso dormir sossegada! Por falar em favorita, minhas preferidas foram, A gata comeu, Que rei sou eu?, Roque Santeiro, Sassaricando e Cambalacho. Não foram exatamente do horário noturno, nem nessa ordem.

Explico o porquê de Caminho das Índias estar fora da minha rota. Adoro Glória Perez porque odeio suas novelas. Assim, fujo da tentação de acompanhar mais uma novela das oito. Está bem, vá lá, novela das nove, quase dez. As histórias da autora são sempre repetitivas, não que as dos outros autores não sejam, mas a repetição de Glória Perez ganha na chatice.

O amor impossível entre um homem apaixonado e uma mulher prometida a outro que nem ao menos a conhece. Cultura de outros povos, que por um milagre, nesses países falam o Português com perfeição. Panos, muitos tecidos e danças com as mãos. Já foi assim com os ciganos, os árabes e agora os indianos.

Só por alguns meses estarei longe do meu vício. Vamos torcer para que Benedito Rui Barbosa ainda esteja na ativa, esse é outro que me distancia da televisão.
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Davi e Golias

19.1.09


Há tempos estou para escrever sobre as aves e em como esses bichos me fascinam. Sou leiga no assunto, prova disso foi quando descobri há poucos anos como era o bem-te-vi, barriga amarela, cabeça branca e uma listra preta sobre os olhos, parecendo uma venda. E eu achava que o bem-te-vi fosse o pardal.

Ao mesmo tempo em que admiro, também temo alguns. Hoje, ao voltar para casa, já escurecendo, um quero-quero no caminho me encarava com aqueles olhos vermelhos. Tenho medo porque, como o ninho fica no chão, os pais fazem de tudo para proteger os ovos e atacam os invasores. O bicho ao invés de me dar bicadas, fugiu. Mas eu é que estava com medo. Cada qual correu para um lado, como E.T. e Eliot, só não houve gritos.

Hitchcock transformou inofensivos passarinhos em assassinos impiedosos no filme Os pássaros de 1963. Agora, não mais na ficção, querem culpá-los pela queda de um avião nos Estados Unidos. No Brasil as aves também são estraçalhadas pelas turbinas. Os pássaros estão onde sempre estiveram, no ar voando. É natural, aqui ou lá. O que não é normal é o homem voar. Irmãos Wright para os americanos e Santos Dumont para os brasileiros inventaram o avião. Outros aperfeiçoaram e criaram um monstro de aço que pesa toneladas para voar competindo com as frágeis aves o espaço aéreo. E que estrago os pequeninos fazem nos grandões.
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