Meu bicho preferido

8.10.08



Acordo às cinco da manhã com arranhões na porta. Seis graus de miopia e vou sonâmbula sem os óculos, guiada pelo borrão branco a minha frente direto ao pacote de ração. Despejo comida no prato. Volto me amparando nas paredes por estar sonolenta e sem o guia que ficou para trás a mordiscar peixinhos, estrelinhas e coraçõezinhos. Para ele não faz a menor diferença o formato ou a cor. Jogo-me novamente na cama para uma nova etapa de sono. Ele também.

Betinho tem hoje 16 anos, cinco quilos e 16 horas de sono por dia. Já dormiu em toda a sua vida mais do que eu, com quase o dobro de sua idade. Ainda brinca, seu brinquedo predileto sempre foi o pinhão, semente do pinheiro. Dá cada drible!

Siamês, vesgo, dentuço, carinhoso. Sente quando alguém está triste e tenta consolar com suas passadas de corpo nos rostos abatidos. Descobre lugares novos na casa, desconhecidos por nós. Curioso, mas ao mesmo tempo medroso. Detesta, ou melhor, tem pavor de andar de carro. Ir ao veterinário é uma tortura, mas se comporta muito bem na clínica. Não dá um gemido quando aplicam vacina. O mesmo não posso dizer sobre o termômetro. Chega a rosnar.

As janelas são abertas somente quando não há perigo para ele cair, ou seja, quase nunca. Abro a porta com todo o cuidado com medo de que ele à espreita possa fugir. Criei o hábito de olhar para o chão em todos os lugares onde entro com receio de que o gato possa fugir, mesmo não havendo qualquer bicho no local.

Também virei adepta de coleção de bugingas felinas. Pingentes, brincos, chaveiros, bibelôs, porta-retratos, tudo em formato de gatos. Possuo mais de cem itens. Dar presente para mim é fácil.

É mito quando falam que o gato se apega mais à casa e não quer nem saber do dono. Aliás, ele não possui proprietário, os humanos é que são dele. Não é verdade a fama de traiçoeiro, apenas faz surgir os instintos de seus primos selvagens quando acha necessário.

Betinho, parabéns pelo seu aniversário e desculpe o desenho malfeito. E vê se estuda, rapaz, onde já se viu gato tirar nota de cão?

3 comentários:

Eugenio Hoch Junior disse...

Legal mesmo é quando ele vem no meu colo. Imagine! Eu, antes um completo desconhecido da família, logo conquistei a confiança do bicho mais desconfiado da Terra.
Betinho, vc pode subir no meu colo sempre que quiser, eu deixo.
Cafunés na cabeça.

Miuxapop disse...

Eu acho que gatos são os melhores do mundo.
Mas o Betinho é muito piiiiiiixa!
hihihihih!
Mas no fundo, eu o amo muito!
(L)

P.S.: também amo os desenhos do blógue! :D

Júlio Oliveira disse...

Hum... Adoro animais, e gatos... Aff, eles são um dos melhores amigos do homem.

Belo blog.

Abraço